Solos
No município de Salinópolis são
encontrados o Latossolo Amarelo textura média e Concrecionario Laterítico nas
áreas de baixos platôs, enquanto que no litoral há presença marcante de solos
Indiscriminados de mangues.
Vegetação
A
vegetação recobre terrenos de terras firmes e várzeas, no âmbito municipal de
Salinópolis. Na terra firme, forte ação do homem implantando cultivos de
subsistência migratórios, alterou a vegetação original, dando ensejo à
ocorrência de Florestas Secundárias, onde se verifica uma grande intensidade de
palmeiras, principalmente das espécies Maximiliano regia e Orbygnia oleífera
(Inajá e Babaçú, respectivamente). A floresta primitiva, ainda remanescente em
pequenos tratos isolados, corresponde ao tipo geral das Florestas Tropicais
Úmidas, e ao subtipo Floresta Densa dos baixos platôs Pará-Maranhão.
Nas áreas sujeitas a inundações,
predominam os manguezais, com suas espécies características (Rhyzophora e
Aviscennia nitida), devido à influência salina da água do mar. Ao longo do
litoral, também é possível detectar a presença de pequenas áreas de vegetação
de dunas restingas. Ao longo dos altos cursos d’água e pequenos igarapés, onde
não ocorre a influência salina, ainda é possível encontrar as matas ciliares
com elevada presença de palmeiras, dentre as quais destaca-se o buriti ou
miriti (Mauritia).
Topografia
O Município tem sua maior cota a
poucos metros do nível do mar, dada a sua simplicidade topográfica, cuja média
está em torno de 15 metros.
Geologia e Relevo
A
estrutura geológica do Município é constituída pelos sedimentos do terciário
que constituem a Formação Barreiras, ocupando a maior distribuição espacial de
seu território, e que fazem sobre litotipos da Formação Pirabas, ainda dentro
do mesmo período de tempo, cujas datações fossilíferas que lhe posicionam no
Mioceno Inferior. É a Formação Pirabas, uma unidade carbonática, disseminada em
alguns trechos litorâneos no Estado do Pará, Maranhão e Piauí, de grande
importância econômica da industrialização de cimento.
Ao
longo da costa do Município, predominam sedimentos de idade Quaternária que
compõem as áreas de praias e zonas inundáveis.
Suas formas de relevo são
representadas pelas planícies litorâneas, e planície flúvio marinhas, nas áreas
do Quaternário e trechos tubuliformes nas regiões do Terciário Barreiras. Nas
planícies litorâneas, aparecem formas específicas, com as praias, dunas e
falésias, essas últimas esculpidas sobre rochas de Formação Barreiras, que se
prolongam para o Município.
No contexto regional, seus relevos
estão inseridos nas unidades morfoestruturais definidos como Planalto Rebaixado
da Amazônia (Zona Bragantina) e litoral de “Rios” e Lençóis Maranhenses.
Hidrografia
O
Município apresenta rios não muitos extensos, porém, muito sinuosos, que têm
sua foz nas baías que se abrem para o atlântico. O maior é o rio Maracanã, que
separa a sudoeste, Salinópolis do Município de Maracanã. Na sua margem direita,
recebe os igarapés São Bento e de Raposa e dirigi-se para noroeste e norte.
Existem
três rios de cursos paralelos, que vertem para a baía do Urindeua, no sentido
sudeste/noroeste. São os rios Urindeua, o mais largo; seu afluente, o rio
Arapiranga, que limita a Leste com São João de Pirabas e o Muiramuípy. O rio
destacado separa a ilha do Atalaia da sede do Município, desaguando no Oceano
Atlântico.
Na
direção sudoeste para noroeste, afluem os rios Sampaio e Arapepó vertendo para
a baía de mesmo nome, separando Salinópolis de São João de Pirabas a leste. A
presença de baías, em formas de “rias”, que se abrem para o Atlântico, faz
parte da paisagem regional da área do litoral paraense, desde Curuçá até o
litoral maranhense. Destacam-se essas, com áreas de penetração de mangue, o que
se deve à entrada da água salgada na foz desses rios.
Paisagem
É do contexto amazônico, como
aspectos fisiógraficos. Trata se de uma paisagem equatorial típica, com
peculiaridades próprias, com acentuadas marcar de maritimidade.
Clima
Diferente dos outros climas tropicais úmidos, pela
existência da faixa de calmarias, que nessa região provoca máximas
pluviométricas equatorial nos meses de outubro a março. Com sua temperatura
anual é muito elevada, variando em torno de 260C e possuí como tipo
tropical chuvoso, com temperaturas superiores a 200C, mesmo no mês
mais frio. A media da temperatura máxima corresponde mais ou menos entre 310
e 350C e a media mínima anual fica em torno de 220 a 250C,
tendo como mês mais quente Novembro e o menos pode variar entre Fevereiro e
Maio, inclusive. Suas temperaturas medias estão: no mês mais frio está em torno
de aproximadamente 260C, e o mês mais quente 270C. Sua
temperatura máxima em um ano é de aproximadamente 180C. Com isso
definimos que os meses mais chuvosos são fevereiro, março e abril, e os que têm
ausência de chuva são setembro e outubroFONTE: Estatística Municipal de "Salinópolis"- INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, SOCIAL E AMBIENTAL DO PARÁ- 2011
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